No momento o que eu sinto é saudade. Saudade de pessoas que estão perto ou longe. De repente me vem uma onda de sentimentos que machucam e me deixam aflita. É como se tudo estivesse acabando (talvez porque, em parte, está) e eu não possa fazer nada em relação a isso. Dizem que as pessoas tem almas gêmeas. Posso ser sincera? Eu não acredito muito nisso. Só que as vezes trombamos com algumas que nos fazem pensar que isso realmente existe. Aquela sensação de ser entendida, ouvida e querida é imbatível. E o que eu mais gosto é que ela não se desfaz com a distância. Uma vez eu li que não é preciso estar perto fisicamente para amar. Isso é verdade: podemos estar tão longe fisicamente e tão perto emocionalmente! O negócio é que a vida é estranha. Temos momentos tão tristes e melancólicos e outros tão alegres e animados. Talvez seja tudo parte de um teste bizarro que temos que passar para aprender a lidar com sentimentos totalmente inadequados ou bem vindos. Só que de todos que sentimos, acredito que saudades é um dos que mais dói. Sabe por quê? É a confirmação de que aqueles ou aquilo que se ama está longe ou se foi. Aposto que existem inúmeras interpretações sobre ela, só que também acho que nunca deixa de estar presente. O fato é que não devemos nos prender ao passado de forma tão pesada. Só que na vida esbarramos em poucas coisas boas e que valem a pena. E eu acabo julgando extremamente complicado se desapegar e não ligar para o que importou de verdade. Não digo que a saudades é a base para o presente e que devamos depender nela, só o quanto ela importa e muitas vezes não vai embora.
Life isn't divided into genres. It's a horrifying, romantic, tragic, comical, science-fiction, cowboy, detective novel.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Saudade
segunda-feira, 13 de junho de 2011
(depois de séculos sem postar) Varginha
Como descrever Varginha? Um lugar absolutamente mágico, cheio de energias boas e emoções impossíveis de explicar? Onde um sítio simples mas com tudo de bom se situa? Onde eu passei certos feriados da minha vida que eu duvido que esquecerei?
Agora que isso acabou e que não é mais possível voltar atrás (nunca foi), uma onda de saudades percorre a minha mente. Saudades de briguinhas idiotas, sessões de filmes da Disney até a madrugada com direito a comentários muuuito inadequados, jogos de futebol na grama, guerras de água mesmo que no frio, brincadeiras na piscina, excursões ao rio, jogos de tranca 24h, fondue de chocolate da Tia Márcia, a Nina correndo feito louca, eu e a Bia morrendo de rir sem parar por causa da quantidade de Coca que a gente bebeu, do churrasco do Tio Fábio, da imaturidade dos meninos, das competições nos DSs, das nossas conversas em grupo na varanda.
Vontade de voltar a cada uma das nossas idas e reviver tudo isso. Quando a nossa preocupação máxima era se a gente ia ou não pular na piscina à meia noite ou se na manhã seguinte a gente acordaria às dez para aproveitar o dia. Quando nós meninas ouvíamos Taylor Swift só para irritar os meninos e mesmo assim eles nos aguentávamos. Quando eu discutia só por causa do lugar do refrigerante na mesa. Quando a gente ia dormir às 5h da manhã e ainda parecia cedo demais para isso.
Acho que as vezes a gente vive tempos bons demais que como tudo que é bom, dura pouco. E no final das contas, tudo o que nos resta é saudade do que se foi e o pensamento de se no futuro as coisas acontecerão de novo. E acho que espero que mesmo em outro lugar, ainda revivamos (todos os cinco) as brincadeiras, brigas, desesperos, conversas e discussões. E sempre vou me lembrar de Varginha e o síto maravilhoso que se encontra lá.
*Músicas para ouvir como sempre:
- Stuck like glue do Sugarland
- Fuck You do Cee Lo Green
- For the First Time do The Script
- Seriously da Katy McAllister
- Three Words do Before You Exit